Publicado por: terramoja | Maio 29, 2009

Visita à Quinta John Pires, Gerês

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É em Vieira do Minho, no Gerês, que vivem os nossos amigos Filipa, Carlos e Rui, que percorrem este mesmo nosso caminho. No meio da floresta, entre Serras e «banhados» pelo Rio Cávado, também eles constroem o sonho de uma vida simples em contacto profundo com a Natureza (e que paisagem os acorda todos os dias!). Chegados a este lugar no início do ano, lançaram as sementes à terra e as suas hortas já estão recheadas de batatas, couves, cebolas, nabiças, ervilhas e de pequeninas outras pequeninas plantas ainda a brotar! A essa procura de uma vida sustentável, a todos os níveis, e baseados em princípios similares aos nossos, eles aliam o artesanato, outro dos elos que os une. Inspirados pela montanha, por certo, são criadores de peças únicas e especiais, como todos os objectos nascidos da força da dedicação e amor à arte. Dias bem passados, naturalmente, entre amigos neste intercâmbio das nossas vidas!

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Na terra vizinha vivem novos amigos, do Projecto Rio Vivo, empenhados e determinados a caminharem na mesma estrada que conduz a uma vida mais natural. Igualmente chegados ao Gerês no início do ano, a história não diverge: mãos à terra, para assegurar primeiro a própria alimentação, e, agora, enquanto a horta cresce, dedicam-se a escrever as linhas directrizes do projecto das suas vidas, que esperamos em breve apresentar aqui no nosso site. Foi com prazer que estabelecemos esta nova ponte com a Florói, a Ana, a Rute e o Gabriel! A Serra da Cabreira apadrinhou este nosso primeiro contacto, numa bela tarde primaveril, onde até houve tempo para dançar!

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Publicado por: terramoja | Maio 25, 2009

Estação das Estações

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Na Primavera a Terra enche-se de cores, aromas e melodiosos cantos em dias solarengos que enchem o peito de um ar diferente. É um respirar energético, uma força de alegria e felicidade que motiva todos os seres a regressarem, com mais intensidade e desenvoltura, à dança da vida. A Primavera é por isso a Princesa de todas as Estações, a fada-madrinha, o mais raro elixir do alquimista, a ode suprema do poeta, a sinfonia incomparável do músico, a obra-prima sempre inacabada do pintor.

E é, naturalmente, o mágico tempo dos tempos para os agricultores e de todos os que vivem na Terra, com a Terra, da Terra e para a Terra. As sementeiras da abundância movem-nos rumo à conquista da nossa independência alimentar e da liberdade de nutrirmos o nosso corpo e alma com os puros e saudáveis «frutos» do nosso trabalho no campo.

São dias intensos de dedicação à Terra, de contacto com todos os animais e plantas, desde o mais pequenino e atrevido bichinho da Horta, que busca alimento nos nossos cultivos, à imponente cobra que vive perto de nós, sempre sob o olhar atento das águias que nos sobrevoam.

Sentimo-nos abençoados por estas criaturas para nós símbolos da espiritualidade e do conhecimento neste caminho em busca das nossas origens, quando a Humanidade fazia ainda parte do Todo, deste grande Ecossistema chamado Planeta Terra, ou Gaia, e o Ser Humano não se via ainda a si próprio como superior e supremo sobre todos os outros seres vivos, muito pelo contrário.

É também uma descoberta diária de novas plantas aromáticas, medicinais e não só… As sementes dormentes (como os arbustinhos de tomateiros, que têm surgido aqui e além!) acordam do longo Inverno, agradecendo assim o cuidado que dedicamos ao nosso jardim (está cada dia mais lindo)! Há sempre novidades na horta! Não há dúvidas da veracidade do provérbio chinês “O melhor fertilizante é a sombra do jardineiro”! Acreditem, experimentamos isso já na prática. Amor e dedicação ao jardim não passa apenas pela rega e pela limpeza das ervas daninhas, mas sim pela atenção que lhe dedicamos diariamente, com uma simples visita, mesmo nos dias de chuva!

Os dias cada vez mais longos, de luz perdurante até às nove da noite, permitem mais horas de dedicação ao nosso sítio, de exigente cuidado dado o respeito que nos merece. As nossas sementeiras espreitam já a nova Vida, encontrando a luz, enquanto nós aconchegámos as camas, com mulch bem preparado, para receber os novos habitantes deste planeta. Ao mesmo tempo, ajudámos a nossa Vinha a respirar, devolvendo à Terra, alimentando-a, as ervinhas que cresciam, cresciam rumo ao azul celeste :). As visitas continuam a aparecer, naturalmente, e esta semana foi a vez do Zé dar entrada no nosso espaço de magia, contribuindo e muito (obrigada!) para o elevar das nossas camas vegetais. Entre nós, estiveram igualmente o João Sá, os Sérgios, a Cláudia e a Rosário. Os vizinhos passam e os seus sorrisos e palavras continuam igualmente a preencher as nossas vidas, pois estamos a cumprir mais um dos nossos objectivos, ou seja, a ligação com as gentes locais, o estabelecimento de pontes entre gerações. A Dona Ana e o Senhor Vieira são o nosso melhor exemplo. Com eles conversámos já horas, sobre as técnicas antigas de cultivo, sobre a nossa própria Quinta que conhecem como a palma da mão, sendo que das suas sementes irá nascer a nossa cultura associada de milho e feijão. Por outro lado, o nosso amigo Sérgio Pinho, que tantas e boas vezes nos têm visitado, deu-lhes a conhecer aquilo a que nós já chamamos a bebida milagrosa: o Kombuchá (ver post sobre o workshop). Eles gostaram e em breve vamos ensiná-los a produzir o seu próprio elixir! Aguardamos ainda a visita do Zé António, nosso muito caro amigo da padaria da Légua, com o seu filho amante da Natureza, que continua a fornecer-nos com o seu delicioso pão. A vida presenteou-nos com todas estas dádivas e é dedicando o nosso tempo e amor a esta Quinta que esperamos mostrar o nosso agradecimento profundo ao Universo, alimentando assim este fantástico túnel resplandecente da nova realidade que nos abraça.

Filipa

Publicado por: terramoja | Maio 25, 2009

O Kombuchá do Sérgio Pinho

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Os amigos Terramoja estão sempre em movimento e cheios de ideias, como pedem os novos tempos, os de mudança. O Sérgio Pinho é um desses belos exemplos de pessoas que procuram manter e aumentar o seu contacto com o mundo natural, ao mesmo tempo que partilham o conhecimento adquirido ao longo da sua jornada de vida. No seu repertório da Sabedoria, encontra-se a sua mais grata actividade: a produção do Kombuchá. Claro está, como não poderia deixar de ser, depois de nos mimar com uns litrinhos desse mágico elixir, impunha-se a aprendizagem desta Arte. E o Sérgio não hesitou em facilitar um «workshop» especial aqui na nossa Quinta. Como o especialista é o Sérgio e nós somos ainda os aprendizes (mas já bebemos o nosso primeiro Kombuchá e não estava nada mau!), visitem o site http://www.kombucha.com.pt, com informação detalhada.

Publicado por: terramoja | Abril 19, 2009

Construção de uma casa de banho seca

O grupo Terramoja vai organizar um workshop de construção ecológica na segunda quinzena de Maio. O objectivo é construir uma casa de banho seca utilizando materiais locais, ecológicos ou reciclados, sendo a estrutura principal erguida com sacos de terra (os chamados earth bags) e o revestimento exterior com adobe. O workshop será facilitado por José Miguel e pretende dar aos participantes a possibilidade de entrarem em contacto com a construção ecológica de baixo custo, com os métodos de compostagem de uma casa de banho seca e também com o estilo de vida que o grupo Terramoja está a tentar percorrer, de grande contacto com a natureza e ligação à Terra. Para mais pormenores, por favor contactem-nos através do email terramoja@gmail.com. Desde já, podemos dizer que estes workshops não têm como intuito o lucro, mas sim a promoção dos nossos ideais, sendo um deles a troca de experiência e conhecimento. Visto que o projecto Terramoja tem como objectivo criar um espaço aberto a projectos e futuros encontros, é necessário contar com donativos a introduzir no fundo comunitário para garantir a manutenção da quinta onde esses mesmos projectos se vão realizar.

O nosso facilitador Zé Miguel, como amigo do nosso projecto, não exige um pagamento, mas é sempre bom apoiar quem, como ele, transmite o conhecimento em prol da promoção de alternativas de vida, a manter esta filosofia de partilha. As inscrições são gratuitas e limitadas a um número máximo de seis participantes!

Mais detalhes sobre o programa, logística e regulamentos internos a seguir serão dados por e-mail, logo que nos contactem.

Contamos convosco!

Até breve

 

 

The Terramoja group is organizing an eco-construction workshop in the second fortnight of May. The objective is to construct a dry compost toilet using local, organic or recycled materials, as the main structure, raised with earth bags and covering the exterior with adobe. The workshop will be facilitated by José Miguel, and intends to offer participants the chance to get in touch with ecological construction at a low cost, as well as methods of composting in a dry toilet within the lifestyle that Terramoja is trying to lead, in close connection with nature and the earth. For more information, please contact us by email terramoja@gmail.com.

It is important to say that this workshop does not have lucrative aims, but only the promotion of our ideas, one of them being the exchange of experience and knowledge. As the Terramoja project is aiming to create an ‘open space’ for projects and future meetings, it relies on donations to the community fund to support the maintenance of the farm where these projects will be carried out. As a friend of our project, the facilitator, Zé Miguel, will not receive payment, but it is always good to support those who, like him, promote the knowledge of alternative lifestyles, maintaining this philosophy of sharing. The course is free and limited to a maximum number of 6 participants!

More details about the program, logistics and internal regulations to be followed, will be provided by email as soon you contact us.

We are counting on you!

See you soon

Publicado por: terramoja | Abril 10, 2009

Imagens da Nova Terra Prometida

Estas são algumas das imagens da Nova Terra Prometida, quando chegámos, em Fevereiro. Entretanto, naturalmente, já muito mudou e em breve colocaremos aqui as novas «cores» com que a Natureza pintou a Primavera no nosso caminho… Para já, aprecia a beleza que encontrámos, assim que colocámos o olhar neste espaço idílico… 

Publicado por: terramoja | Fevereiro 23, 2009

Nova Terra Prometida

Olá a Todos!

Já estamos na Nova Terra Prometida! Agora é um pouco mais a Norte, numa localidade chamada Légua, entre Amarante e o Marco de Canavezes que prosseguimos com o nosso sonho. A Vida presenteou-nos, mais uma vez, com um paraíso natural onde podemos pôr em prática a nossa experiência em busca de um novo estilo de vida. 

Encontrámos o melhor sítio possível para darmos os próximos passos rumo ao nosso objectivo: casa com todas as facilidades necessárias e outros abrigos espalhados pela terra, incluindo na Floresta que desce até ao rio Ovelha entre majestosos conjuntos de pedras repletas de energia, jardins de vegetais, recursos de água, terraços, estufa, lagar, diversas árvores de fruto, incluindo oliveiras :). Tudo é rústico, como tanto gostamos.

Instalámo-nos e colocámos mãos aos jardins, para onde transplantámos os nossos vegetais: as favas, os nabos, as couves, as chicórias, as alfaces, que germinaram no Centro de Portugal, ao mesmo tempo que cuidámos dos vegetais já existentes no terreno e que lançámos novas sementes à terra, segundo o calendário biodinâmico.

Ainda há pouco chegámos, mas já regressámos ao nosso fantástico quotidiano de contacto com a Terra, com a Natureza e com a alegria de percorrer este Caminho.

E adoptámos um novo elemento: a Joaninha, a nossa burrinha! 🙂

Obrigado Chico!

 English Version

We’re already in th new Promise Land! It is now a little bit more North, in a village called Légua, between Amarante and Marco de Canavezes, that we continue our dream.  Life offer us again a natural paradise where we can practise our experience towards a new community life style. We found the best place possible for the next steps aiming our objective: house with all facilities needed and other shelters dispersed in the land, including in the Forest that goes down to the river Ovelha between majestous stones full of energy, vegetable gardens, water sources, terraces, green house, wine making place, fruit trees, including olive trees :). Everything very rustic, as we love.

We settled down and hands at work in our gardens, to where we transplanted our vegetables: the broad beans, turnips, chicórias, lettuce grown at Póvoa de Midões, at the same that we took care of the already existing vegetables and seeding new plants according to the byodinamic plantation time. We’re here only for few weeks, but we already got back to our conection to the Land, Nature and joy of following this path.

And we have another member: Joaninha, our sweet donky!!!

Thank you Chico!!!

Photos from the new place soon!!!

Publicado por: terramoja | Janeiro 8, 2009

O que é feito de nós?! ;)

 Somos um grupo de sete pessoas unidas por um simples ideal: Viver na Terra. Determinados de que só no campo e na floresta poderíamos atingir uma conexão profunda com a Natureza, trilhámos o nosso caminho rumo ao Centro de Portugal, onde reencontrámos a história (ainda viva) escrita pelos nossos conterrâneos agricultores, oleiros, moleiros… Profissões em vias de extinção, no seu modo tradicional.

Um dos nossos objectivos é estabelecer ligação com as gentes locais, fazendo a ponte entre gerações. Pretendemos apreender e guardar o conhecimento antigo que nos introduz ao saber viver com as forças da Natureza, compreendendo-as, aceitando-as e agradecendo-as.

A agricultura natural e orgânica, promotora da Saúde da Terra e, consequentemente, da nossa própria saúde, será a base da nossa subsistência, ao mesmo tempo que incentivaremos o consumo de alimentos saudáveis e a produção local/familiar.

A primeira experiência na Terra aconteceu na Quinta do Boiço, em Póvoa de Midões, onde demos os primeiros passos nesta magnífica viagem de regresso às origens.

Ali, secámos maçãs ao sol, aproveitando os frutos caídos no chão. Fizemos sumo de uva. Com cachos que de outra forma alimentariam a Terra, obtivemos para nós um néctar.

Os excedentes dos nossos honrosos amigos agricultores permitiram-nos experimentar uma dieta sazonal de vegetais. E ainda conservámos os tomates, suculentos, para o Inverno. Experimentámos os figos e as peras secas. Enquanto assim, fomos descobrindo a nossa própria horta. Por baixo de um manto de silvas, em terra há muito não tocada, encontrámos solo riquíssimo. Seguindo os dias biodinâmicos, semeámos e transplantámos grande diversidade de legumes, como favas, ervilhas, couves, alfaces, nabiças, rúculas, nabos, salsa, alho… Ao nosso carinho e cuidado a Terra respondeu com uma dádiva mágica: a última Lua Cheia do ano (200 8 ) deu vida a uma fonte que há muito tempo dormia, passando a ser a nosso recurso de água.

Chegou então a época da azeitona. A Oliveira, árvore presente na cultura portuguesa, mostrava-se incontornável. Mais uma vez, as nossas gentes mostraram toda a sua generosidade. Sentindo-se honrados com o nosso aproveitamento dos frutos do chão, dos legumes, foram incansáveis, fazendo questão de nos oferecerem as suas azeitonas excedentes: do chão e das árvores.

E assim temos agora o nosso líquido dourado. Colhidas do chão uma a uma, separadas as verdinhas e as castanhinhas, limpando cada folha, com muito amor, as nossas azeitonas deram à luz um azeite inigualável. Sem preço. Foi um encontro muito delicado com essas esculturas vivas, às quais sempre pedimos e agradecemos. E comemos o fruto curtido em água pura, ainda sem qualquer aroma ou adição de sal. Por outro lado, a produção e conserva das azeitonas para comer tornaram-se parte da nossa economia interna. Pesquisámos e experimentámos diversas maneiras de preservar as azeitonas, de forma orgânica e biodinâmica.

Agora, um rumo novo se estende à nossa frente. Impulsionámos e continuamos a apoiar a Rede Local de Permacultura – Beira Serra Sustentável -, termo este que engloba todos os conceitos, técnicas e conhecimentos necessários a um modo de vida sustentável.

É nossa intenção criar um viveiro de árvores autóctones, com vista a promover a reflorestação do País, nomeadamente as zonas ardidas.Fechado o ciclo na Quinta do Boiço, voltámos a procurar a Terra Prometida, onde queremos dar continuidade a esta vivência. Pretendemos ter ao nosso cuidado uma quinta, onde possamos desenvolver o nosso conceito de vida.

 Oferecemos um cuidado responsável e consciente da Terra, pela não utilização de produtos químicos passíveis de agredir o solo e o Meio Ambiente, através do respeito pela floresta nativa, incentivando as árvores de fruto e pela prática da agricultura natural.

Face à presente estação do ano, necessitámos de estruturas básicas de habitação para passar o Inverno.

A todos que contribuem para que este nosso sonho ganhe cada dia mais forma e força, a todos que nos têm apoiado o nosso Muito Obrigado.

Agradecimentos especiais a Toivo, Anni e família, à família do café Príncipe, ou seja, Sr. Fernando, D. Lurdes e Gonçalo, à D. Lurdes, ao Emanuel e seus avós, Sr. Henrique, Leen, Mois, Dave e Suma, Andy e Sophie, Fiona, aos proprietários e funcionários do Lagar de Tojais, Lester, Dirck e Cristine, Pete e Cynthia, Casa da Ribeira, Padaria de Tábua e todas as outras que nos têm apoiado, Nuno e Helen, Jessica e Tommy, ao António, ao Zé Tafé, ao João, ao Tyron, a todas as pessoas que nos visitaram e, por último, mas não menos importante às nossas famílias que têm estado connosco desde o primeiro momento!

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We’re a group of people united by a simple ideal: living on the Land. Strongly convinced that going back to the country side and the forest would be the only way to achieve a deep connection with Nature, we designed our path to the Centre of Portugal, were we revisited the history (still alive) written by our farmers, mill men, pottery makers – professions at risk of extinction. One of our aims is to establish a connection with the local people creating a bridge between the generations. We intend to learn and keep alive the ancient knowledge and wisdom that introduces us to the way of living with the forces of Nature, understanding, accepting and being thankful for them.

Natural farming and organic biodynamic agriculture, promotes the health of the Earth and consequently our own, and will be the base of our model of sustainability. At the same time we will encourage the consumption of healthy food and its local production.

Our first experience living on the land took place in Quinta do Boiço, in Póvoa de Midões (Tábua), where, during six months, we took our first steps on this magnificent journey back to the origins. There we dried apples in the sun, taking the best of the fruits that had fallen to the ground. We made grape juice, obtaining the nectar from bunches that would otherwise have fed the Earth.

The surplus of our honoured friends – local farmers- brought us an abundance of local produced vegetables to our communal kitchen. We have even made apple vinegar, preserved succulent tomatoes for the winter and a little bit of our own wine.

We also experimented with drying figs, pears and blackberries. In the meantime, we discovered our own gardens not only in Quinta do Boiço, but also in the surrounding forest. Under a blanket of brambles, on land not touched for decades, we found rich soil. Following the biodynamic principles we seeded and transplanted a great diversity of vegetables, such as broad beans, peas, rocket, parsley, cabbage, lettuce, turnips, parsnip, garlic… To our care and love, the Earth responded with a magic gift: the last full moon of the year (2008) gave life to a well that had been sleeping for years, and that subsequently became our new water source.

Then came the olive season. There was no way of avoiding the olive tree, strongly present in our Portuguese culture. Once more, our people, as well as our foreign friends revealed their generosity. Feeling honoured with the use we were giving to the fruits on the ground and to the vegetables, people continued to offer their olives, from the ground and from the trees. From this harvest we received our golden liquid. It was a very delicate encounter with these ‘living sculptures, to which we always request and give thanks. Pecking like chickens, one by one, choosing the brown from the green olives, removing every leaf with a lot of love, our olives gave birth to a very refined and tasty olive oil much loved by us and our friends. Priceless! We even received compliments from the crew and management of the lagar. We received as well the offer of some material support for the future development of our olive oil-based soap and washing liquid production. This work with the olive trees brought us into deep contact, understanding and communication with the trees and plant kingdom. Production and preserving olives for eating has become part of our inner economy. We made research and experiments on techniques of biodynamic and organic processing of the olives, giving great results and wide range of different olives preserved and packed into glasses.

Now a new path is on our horizon. We gave impulse to and continue to support the Local Permaculture Network – Sustainable Beira Serra, which encompasses all the concepts, techniques and knowledge necessary for a sustainable way of life.

It is our intention to create a nursery of native trees, with a view to promoting the reforestation of the country, namely in the zones damaged by fire. Closing the circle at Quinta do Boiço, we search again for the PROMISED LAND where we can continue to write another beautiful page of the book of our lives. Our aim is taking care of a farm were we can develop our concept of life.

We offer responsible and conscious care of the land, by not using any chemical products that damage the soil, respect for the native Portuguese forest, support for the plantation of fruit trees and practicing natural agriculture. As we are in the middle of winter, we would need some basic structures in which to live.

A big thank you to everyone that is supporting our project, whether it is on an emotional or material level! 

Special thanks to Toivo, Annie and família, the family from the Café Príncipe – Sr. Fernando, D. Lurdes e Gonçalo -, D. Lurdes, Emanuel and his grand parents, Sr. Henrique, Leen, Moise, Dave and Suma, Andy e Sophie, Fiona, to the owners and workers of the Olive Press (Tojais), Lester, Dirck and Cristine, Pete and Cynthia, Casa da Ribeira, Tábua Bakery and all others that have been supporting us, Nuno e Helen, Jessica e Tommy, António, Zé Tafé, João, to everyone that visited us and, at last but not the least, to our families that are with us since the first moment!

Publicado por: terramoja | Junho 17, 2008

Tudo começou assim…

Bem-vindos ao nosso micro-universo!

Quatro «mentes inquietas» – Filipa, Emma, Zé e Yassine – habitam uma quinta na localidade de Bustelo denominada Ribeira, no concelho de Penafiel, enquanto a outra «mente inquieta», que completa o nosso Grupo TerraMoja, o Chris, vive na Quinta dos Melros, no distrito de Coimbra, na bela paisagem do Centro de Portugal.

Aqui, em Penafiel, onde vivemos num entretanto de um grande projecto que tentaremos erguer um pouco mais lá para a frente – e do qual daremos conta em devido tempo -, vamos dando azo à imaginação e ao arregaçar de mangas que todos os dias nos proporciona contacto com a mãe-terra, numa perspectiva 100 por cento biológica. Neste espaço tem sido possível arquitectar uma pequena horta com o intuito de começarmos a ter alguma autosuficiência alimentar. Auxiliados pela filosofia da permacultura – ainda num estado embrionário – e pela sabedoria ancestral do calendário biodinâmico, temos optimizado um local e aderido ao estilo de vida semi-rural do qual somos adeptos incondicionais.

Criámos «camas vegetais», previamente preparadas com adubo orgânico oriundo dos nossos restos alimentares e matéria vegetal (seca e verde) para proporcionar a melhor recepção possível aos seus novos inquilinos: os vegetais, que são nem mais nem menos do que a base da nossa alimentação ovo-lacto-vegetariana.

Por aqui, todos são bem-vindos e convidados a partilhar um ambiente onde a cultura, a arte e a ecologia têm lugar cativo. O que nos une, além da «óbvia» amizade, é o amor pela terra, o respeito pelos modos de vida ancestrais, que nos nossos dias tanto tem caído em desuso, com os resultados que sabem, e o direito de viver de um modo alternativo, baseado no respeito pela natureza e na defesa do ambiente, alvo de barbáries múltiplas no presente e que é necessário resgatar das garras daqueles que têm sobretudo o fomento do lucro económico e materialista como (lamentável) objectivo de vida. Adiante que atrás vem gente…

Sementeiras, estufas e composteiras foram outros projectos concretizados nos quatro meses e meio que levamos como agricultores de estatuto amador, dado que, pelo menos para já, continuamos ligados ao sistema, isto para dizer que dois de nós trabalham na «grande babilónia»: o Porto.

A plantação de árvores em pleno Inverno foi uma espécie de ponto de honra, pelo que os castanheiros, as auraucárias, oliveiras, videiras, limoeiros, laranjeiras, medronheiros, palmeiras, carvalhos, sobreiros, nogueiras, avelaneiras e diospireiros – ufa! – passaram a ter a companhia de duas cerejeiras e uma ameixoeira.  A todas um grande bem-hajam!

Na horta em pleno desenvolvimento, as alfaces, couves, alhos, cebolas, cenouras, alhos-franceses, tomilho, loureiro, favas e bróculos – pimentos, tomates e coentros vêm a caminho! – prometem constituir uma inesquecível primeira refeição realmente caseira e livre de tratamentos à base de químicos, cujos efeitos nefastos estão na origem de uma miríade de problemas de saúde, não inocentemente próprios dos nossos tempos. Esta é a era onde urge uma mudança radical de atitude para com algo de muito grandioso que alguém denominou de vida, sob pena de não ser possível realizar-se uma «marcha-atrás» no que diz respeito ao meio-ambiente que nos rodeia, que todos os dias perde cor e fica mais cinzento, pesado e cada vez menos apelativo aos sentidos com os quais não por acaso nascemos. Na Quinta dos Melros, vai de «vento em popa» o sonho do Chris, a Casa feita com fardos de palha (strawbale house), que evolui todos os dias rumo à sua gloriosa conclusão.

Este texto serve também de rampa de lançamento para um convite direccionado a todos os que pretendam partilhar connosco fragmentos de vida, nos quais a música, o debate de ideias e acções, frequentemente, servem de ponto de partida de projectos.

Entretanto, tentaremos ir dando notícias o mais regularmente possível, sempre com o intuito de inspirar quem gosta de questionar o estilo de vida praticado por milhões de pessoas neste planeta a sufocar, dominado pelo «stress» e pelo controlo de massas por parte de uma elite que tem como missão manter o seu estatuto sem olhar a meios para atingir os fins.

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