Publicado por: terramoja | Junho 17, 2008

Tudo começou assim…

Bem-vindos ao nosso micro-universo!

Quatro «mentes inquietas» – Filipa, Emma, Zé e Yassine – habitam uma quinta na localidade de Bustelo denominada Ribeira, no concelho de Penafiel, enquanto a outra «mente inquieta», que completa o nosso Grupo TerraMoja, o Chris, vive na Quinta dos Melros, no distrito de Coimbra, na bela paisagem do Centro de Portugal.

Aqui, em Penafiel, onde vivemos num entretanto de um grande projecto que tentaremos erguer um pouco mais lá para a frente – e do qual daremos conta em devido tempo -, vamos dando azo à imaginação e ao arregaçar de mangas que todos os dias nos proporciona contacto com a mãe-terra, numa perspectiva 100 por cento biológica. Neste espaço tem sido possível arquitectar uma pequena horta com o intuito de começarmos a ter alguma autosuficiência alimentar. Auxiliados pela filosofia da permacultura – ainda num estado embrionário – e pela sabedoria ancestral do calendário biodinâmico, temos optimizado um local e aderido ao estilo de vida semi-rural do qual somos adeptos incondicionais.

Criámos «camas vegetais», previamente preparadas com adubo orgânico oriundo dos nossos restos alimentares e matéria vegetal (seca e verde) para proporcionar a melhor recepção possível aos seus novos inquilinos: os vegetais, que são nem mais nem menos do que a base da nossa alimentação ovo-lacto-vegetariana.

Por aqui, todos são bem-vindos e convidados a partilhar um ambiente onde a cultura, a arte e a ecologia têm lugar cativo. O que nos une, além da «óbvia» amizade, é o amor pela terra, o respeito pelos modos de vida ancestrais, que nos nossos dias tanto tem caído em desuso, com os resultados que sabem, e o direito de viver de um modo alternativo, baseado no respeito pela natureza e na defesa do ambiente, alvo de barbáries múltiplas no presente e que é necessário resgatar das garras daqueles que têm sobretudo o fomento do lucro económico e materialista como (lamentável) objectivo de vida. Adiante que atrás vem gente…

Sementeiras, estufas e composteiras foram outros projectos concretizados nos quatro meses e meio que levamos como agricultores de estatuto amador, dado que, pelo menos para já, continuamos ligados ao sistema, isto para dizer que dois de nós trabalham na «grande babilónia»: o Porto.

A plantação de árvores em pleno Inverno foi uma espécie de ponto de honra, pelo que os castanheiros, as auraucárias, oliveiras, videiras, limoeiros, laranjeiras, medronheiros, palmeiras, carvalhos, sobreiros, nogueiras, avelaneiras e diospireiros – ufa! – passaram a ter a companhia de duas cerejeiras e uma ameixoeira.  A todas um grande bem-hajam!

Na horta em pleno desenvolvimento, as alfaces, couves, alhos, cebolas, cenouras, alhos-franceses, tomilho, loureiro, favas e bróculos – pimentos, tomates e coentros vêm a caminho! – prometem constituir uma inesquecível primeira refeição realmente caseira e livre de tratamentos à base de químicos, cujos efeitos nefastos estão na origem de uma miríade de problemas de saúde, não inocentemente próprios dos nossos tempos. Esta é a era onde urge uma mudança radical de atitude para com algo de muito grandioso que alguém denominou de vida, sob pena de não ser possível realizar-se uma «marcha-atrás» no que diz respeito ao meio-ambiente que nos rodeia, que todos os dias perde cor e fica mais cinzento, pesado e cada vez menos apelativo aos sentidos com os quais não por acaso nascemos. Na Quinta dos Melros, vai de «vento em popa» o sonho do Chris, a Casa feita com fardos de palha (strawbale house), que evolui todos os dias rumo à sua gloriosa conclusão.

Este texto serve também de rampa de lançamento para um convite direccionado a todos os que pretendam partilhar connosco fragmentos de vida, nos quais a música, o debate de ideias e acções, frequentemente, servem de ponto de partida de projectos.

Entretanto, tentaremos ir dando notícias o mais regularmente possível, sempre com o intuito de inspirar quem gosta de questionar o estilo de vida praticado por milhões de pessoas neste planeta a sufocar, dominado pelo «stress» e pelo controlo de massas por parte de uma elite que tem como missão manter o seu estatuto sem olhar a meios para atingir os fins.

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Responses

  1. ainda bem
    continuem assim


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