Publicado por: terramoja | Janeiro 8, 2009

O que é feito de nós?! ;)

 Somos um grupo de sete pessoas unidas por um simples ideal: Viver na Terra. Determinados de que só no campo e na floresta poderíamos atingir uma conexão profunda com a Natureza, trilhámos o nosso caminho rumo ao Centro de Portugal, onde reencontrámos a história (ainda viva) escrita pelos nossos conterrâneos agricultores, oleiros, moleiros… Profissões em vias de extinção, no seu modo tradicional.

Um dos nossos objectivos é estabelecer ligação com as gentes locais, fazendo a ponte entre gerações. Pretendemos apreender e guardar o conhecimento antigo que nos introduz ao saber viver com as forças da Natureza, compreendendo-as, aceitando-as e agradecendo-as.

A agricultura natural e orgânica, promotora da Saúde da Terra e, consequentemente, da nossa própria saúde, será a base da nossa subsistência, ao mesmo tempo que incentivaremos o consumo de alimentos saudáveis e a produção local/familiar.

A primeira experiência na Terra aconteceu na Quinta do Boiço, em Póvoa de Midões, onde demos os primeiros passos nesta magnífica viagem de regresso às origens.

Ali, secámos maçãs ao sol, aproveitando os frutos caídos no chão. Fizemos sumo de uva. Com cachos que de outra forma alimentariam a Terra, obtivemos para nós um néctar.

Os excedentes dos nossos honrosos amigos agricultores permitiram-nos experimentar uma dieta sazonal de vegetais. E ainda conservámos os tomates, suculentos, para o Inverno. Experimentámos os figos e as peras secas. Enquanto assim, fomos descobrindo a nossa própria horta. Por baixo de um manto de silvas, em terra há muito não tocada, encontrámos solo riquíssimo. Seguindo os dias biodinâmicos, semeámos e transplantámos grande diversidade de legumes, como favas, ervilhas, couves, alfaces, nabiças, rúculas, nabos, salsa, alho… Ao nosso carinho e cuidado a Terra respondeu com uma dádiva mágica: a última Lua Cheia do ano (200 8 ) deu vida a uma fonte que há muito tempo dormia, passando a ser a nosso recurso de água.

Chegou então a época da azeitona. A Oliveira, árvore presente na cultura portuguesa, mostrava-se incontornável. Mais uma vez, as nossas gentes mostraram toda a sua generosidade. Sentindo-se honrados com o nosso aproveitamento dos frutos do chão, dos legumes, foram incansáveis, fazendo questão de nos oferecerem as suas azeitonas excedentes: do chão e das árvores.

E assim temos agora o nosso líquido dourado. Colhidas do chão uma a uma, separadas as verdinhas e as castanhinhas, limpando cada folha, com muito amor, as nossas azeitonas deram à luz um azeite inigualável. Sem preço. Foi um encontro muito delicado com essas esculturas vivas, às quais sempre pedimos e agradecemos. E comemos o fruto curtido em água pura, ainda sem qualquer aroma ou adição de sal. Por outro lado, a produção e conserva das azeitonas para comer tornaram-se parte da nossa economia interna. Pesquisámos e experimentámos diversas maneiras de preservar as azeitonas, de forma orgânica e biodinâmica.

Agora, um rumo novo se estende à nossa frente. Impulsionámos e continuamos a apoiar a Rede Local de Permacultura – Beira Serra Sustentável -, termo este que engloba todos os conceitos, técnicas e conhecimentos necessários a um modo de vida sustentável.

É nossa intenção criar um viveiro de árvores autóctones, com vista a promover a reflorestação do País, nomeadamente as zonas ardidas.Fechado o ciclo na Quinta do Boiço, voltámos a procurar a Terra Prometida, onde queremos dar continuidade a esta vivência. Pretendemos ter ao nosso cuidado uma quinta, onde possamos desenvolver o nosso conceito de vida.

 Oferecemos um cuidado responsável e consciente da Terra, pela não utilização de produtos químicos passíveis de agredir o solo e o Meio Ambiente, através do respeito pela floresta nativa, incentivando as árvores de fruto e pela prática da agricultura natural.

Face à presente estação do ano, necessitámos de estruturas básicas de habitação para passar o Inverno.

A todos que contribuem para que este nosso sonho ganhe cada dia mais forma e força, a todos que nos têm apoiado o nosso Muito Obrigado.

Agradecimentos especiais a Toivo, Anni e família, à família do café Príncipe, ou seja, Sr. Fernando, D. Lurdes e Gonçalo, à D. Lurdes, ao Emanuel e seus avós, Sr. Henrique, Leen, Mois, Dave e Suma, Andy e Sophie, Fiona, aos proprietários e funcionários do Lagar de Tojais, Lester, Dirck e Cristine, Pete e Cynthia, Casa da Ribeira, Padaria de Tábua e todas as outras que nos têm apoiado, Nuno e Helen, Jessica e Tommy, ao António, ao Zé Tafé, ao João, ao Tyron, a todas as pessoas que nos visitaram e, por último, mas não menos importante às nossas famílias que têm estado connosco desde o primeiro momento!

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We’re a group of people united by a simple ideal: living on the Land. Strongly convinced that going back to the country side and the forest would be the only way to achieve a deep connection with Nature, we designed our path to the Centre of Portugal, were we revisited the history (still alive) written by our farmers, mill men, pottery makers – professions at risk of extinction. One of our aims is to establish a connection with the local people creating a bridge between the generations. We intend to learn and keep alive the ancient knowledge and wisdom that introduces us to the way of living with the forces of Nature, understanding, accepting and being thankful for them.

Natural farming and organic biodynamic agriculture, promotes the health of the Earth and consequently our own, and will be the base of our model of sustainability. At the same time we will encourage the consumption of healthy food and its local production.

Our first experience living on the land took place in Quinta do Boiço, in Póvoa de Midões (Tábua), where, during six months, we took our first steps on this magnificent journey back to the origins. There we dried apples in the sun, taking the best of the fruits that had fallen to the ground. We made grape juice, obtaining the nectar from bunches that would otherwise have fed the Earth.

The surplus of our honoured friends – local farmers- brought us an abundance of local produced vegetables to our communal kitchen. We have even made apple vinegar, preserved succulent tomatoes for the winter and a little bit of our own wine.

We also experimented with drying figs, pears and blackberries. In the meantime, we discovered our own gardens not only in Quinta do Boiço, but also in the surrounding forest. Under a blanket of brambles, on land not touched for decades, we found rich soil. Following the biodynamic principles we seeded and transplanted a great diversity of vegetables, such as broad beans, peas, rocket, parsley, cabbage, lettuce, turnips, parsnip, garlic… To our care and love, the Earth responded with a magic gift: the last full moon of the year (2008) gave life to a well that had been sleeping for years, and that subsequently became our new water source.

Then came the olive season. There was no way of avoiding the olive tree, strongly present in our Portuguese culture. Once more, our people, as well as our foreign friends revealed their generosity. Feeling honoured with the use we were giving to the fruits on the ground and to the vegetables, people continued to offer their olives, from the ground and from the trees. From this harvest we received our golden liquid. It was a very delicate encounter with these ‘living sculptures, to which we always request and give thanks. Pecking like chickens, one by one, choosing the brown from the green olives, removing every leaf with a lot of love, our olives gave birth to a very refined and tasty olive oil much loved by us and our friends. Priceless! We even received compliments from the crew and management of the lagar. We received as well the offer of some material support for the future development of our olive oil-based soap and washing liquid production. This work with the olive trees brought us into deep contact, understanding and communication with the trees and plant kingdom. Production and preserving olives for eating has become part of our inner economy. We made research and experiments on techniques of biodynamic and organic processing of the olives, giving great results and wide range of different olives preserved and packed into glasses.

Now a new path is on our horizon. We gave impulse to and continue to support the Local Permaculture Network – Sustainable Beira Serra, which encompasses all the concepts, techniques and knowledge necessary for a sustainable way of life.

It is our intention to create a nursery of native trees, with a view to promoting the reforestation of the country, namely in the zones damaged by fire. Closing the circle at Quinta do Boiço, we search again for the PROMISED LAND where we can continue to write another beautiful page of the book of our lives. Our aim is taking care of a farm were we can develop our concept of life.

We offer responsible and conscious care of the land, by not using any chemical products that damage the soil, respect for the native Portuguese forest, support for the plantation of fruit trees and practicing natural agriculture. As we are in the middle of winter, we would need some basic structures in which to live.

A big thank you to everyone that is supporting our project, whether it is on an emotional or material level! 

Special thanks to Toivo, Annie and família, the family from the Café Príncipe – Sr. Fernando, D. Lurdes e Gonçalo -, D. Lurdes, Emanuel and his grand parents, Sr. Henrique, Leen, Moise, Dave and Suma, Andy e Sophie, Fiona, to the owners and workers of the Olive Press (Tojais), Lester, Dirck and Cristine, Pete and Cynthia, Casa da Ribeira, Tábua Bakery and all others that have been supporting us, Nuno e Helen, Jessica e Tommy, António, Zé Tafé, João, to everyone that visited us and, at last but not the least, to our families that are with us since the first moment!

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